Da revista

A colina que foi construída para o verão

No Jigongshan, um pico de granito do sul do Henan, uma colónia de verão estrangeira com várias centenas de vivendas foi construída em três décadas e desde então tem sido contada de três maneiras diferentes.

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Monte Jigong, Xinyang: o exterior
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A cabeça no cume

A forma da montanha explica o nome. O afloramento de granito no topo chamava-se Jigongtou, a cabeça do galo, e também Jitoushi, a pedra do galo; a área de gestão local indica 768 metros de altitude e assinala que a subida termina numa coroa de rocha estreita e plana, com uma guarda. O nome usado hoje é mais recente do que a rocha. Em 1934, quando a província pôs o Jigongshan sob administração provincial direta, o presidente provincial Li Peiji gravou três caracteres no cume — Bao Xiao Feng, o pico que anuncia a aurora — e o nome pegou. Escadas de pedra sobem até lá. Do alto, as vivendas em baixo leem-se como uma dispersão de telhados entre árvores, e não como uma vila.

A primeira casa

A montanha não foi estância até que um estrangeiro construísse nela. O relato da cidade sobre a área cénica data o início em 1903, quando os missionários americanos Li Lisheng e Shi Daoge subiram à montanha, a divulgaram no Ocidente e foram seguidos por clérigos, comerciantes e funcionários chineses de mais de vinte países, que ergueram várias centenas de vivendas em estilos diferentes. A área de gestão do Jigongshan data o desenvolvimento um ano mais cedo, na visita de Li Lisheng em 1902. Um memorial traduzido e publicado pela área de gestão descreve a rotina que se seguiu: comboio até à pequena estação de Xindian, ao pé da montanha, e depois noventa minutos por um caminho de terra íngreme, estreito e sinuoso, com mulheres e crianças levadas em cadeirinhas de montanha.

Vinte e três bandeiras

Nos anos 1930, a colina tornara-se uma cidade estrangeira com estação de verão. Uma história cultural publicada pela área de gestão regista que, em 1936, havia 368 vivendas pertencentes a 23 países, entre eles os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Rússia e o Japão, e que no auge do verão mais de 2.200 estrangeiros viviam na montanha; uma página de perfil indica 2.201 para 1935. A mesma história nota que a presença estrangeira se expandiu para 923 mu de terra até 1908, o que levou as autoridades de Hubei e Henan a pedir a recuperação da soberania local. A vida religiosa tinha o seu próprio quarteirão, com duas igrejas e uma associação de mais de vinte ramos protestantes; em agosto de 1920, a Igreja Luterana Chinesa foi fundada ali.

Monte Jigong, Xinyang: uma fotografia antiga
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O que sobrevive e como se conta

O que sobrevive é menor do que o que foi construído, e as contagens não coincidem. A página da área cénica da cidade diz que, depois das guerras e dos danos, restam 212 vivendas. Um relato provincial de património, citando o terceiro inquérito nacional aos bens culturais, conta 119 edifícios e estruturas modernos erguidos entre 1903 e 1949 por construtores chineses, americanos, britânicos, russos, japoneses, alemães, franceses, suecos, noruegueses e dinamarqueses. Os dois números medem coisas diferentes e nenhum deles deve ser citado como o total. O que está assente é a proteção: o conjunto de edifícios modernos foi classificado pela província em 2006 e pelo Conselho de Estado em 2013, e a área cénica tem a classificação 5A na tabela de sítios de nível A da própria cidade.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Monte Jigong, Xinyang: o exteriorGary Lee Todd, Ph.D. · CC0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗ Imagens e miniaturas redimensionadas e convertidas para WebP.
  2. Monte Jigong, Xinyang: uma fotografia antigaGary Lee Todd, Ph.D. · CC0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗ Imagens e miniaturas redimensionadas e convertidas para WebP.