Haotang começa como um pequeno trajeto de carro: dezoito quilómetros desde o centro de Xinyang, no subdistrito de Wulidian, distrito de Pingqiao, em vinte quilómetros quadrados de terra que alberga dezoito grupos de aldeia, 667 famílias e 2.395 pessoas. A apresentação oficial da área cénica descreve dois rios que nascem nas colinas e se encontram na planície, tecendo a aldeia no que chama um país de água e arrozais, um pequeno Jiangnan. A mesma página usa a expressão que se repete nas descrições do lugar, Jiangnan do Norte e Norte do Sul, e afirma que a aldeia se situa numa linha natural e cultural importante entre leste e oeste, sul e norte. É uma afirmação grande para uma aldeia. O que o terreno mostra é mais simples: arrozal, tanques, casas de tijolo e ruelas estreitas.
Da revista
Pátios, arroz e um muro de ditos
Em Haotang, uma aldeia a dezoito quilómetros de Xinyang, as ruelas guardam oficinas de cabaças e teatro de sombras, e os campos continuam a dar arroz.
Na mesma cidade · Xinyang ↗
A dezoito quilómetros
O papel na parede
Um muro guarda a história moderna da aldeia num único objeto. Um relato de uma visita de imprensa descreve o grupo a parar diante de uma inscrição em pedra de uma página do Diário do Povo, ladeada por casas de tijolo e telha, ribeiros, bambu e pequenas pontes sobre a água. O mesmo relato regista uma sala de história da aldeia, onde o modelo de construção partidária conhecido como prática de Haotang é apresentado através das mudanças da aldeia e do aumento dos rendimentos. A pedra e a sala são duas maneiras de contar uma só história: uma aldeia sobre a qual se escreveu a nível nacional e que depois construiu uma sala para explicar porquê. Os visitantes fotografam a inscrição; os moradores usam a ruela ao lado dela. Ambos fazem parte da visita, e nenhum deles é a reconstrução de um edifício antigo.
Sancaotang e a rua Banshui
As ruelas foram entregues a pequenas oficinas. O mesmo relato de imprensa descreve uma visita a Sancaotang, onde se ensina o ofício da cabaça e onde Nian Heling conta a história da técnica; um muro de ditos com produtos agrícolas dispostos à frente; e a rua Banshui, onde se mostram pintura em pedra, entalhe em folhas e recorte em papel e atua uma companhia provincial de teatro de sombras, com o herdeiro Du Guangjin em cena. Um levantamento do departamento distrital de agricultura acrescenta a camada comercial: 78 locais de estadia, de casas de hóspedes boutique a acampamentos na floresta, com 500 camas, e catorze pontos de consumo dirigidos aos jovens, incluindo uma loja de presentes de Xinyang, uma oficina de património imaterial e um mercado criativo.
Fogões a lenha
Aqui a comida faz-se em cima de lenha. O levantamento do distrito sobre a economia dos pátios descreve os restaurantes de Haotang como cantinas agrícolas construídas em torno de fogões a lenha e de cozinha caseira, uma diferença que o relato trata como vantagem competitiva e não como estilo. O mesmo documento conta as camas e as bancas de mercado; a página da área cénica fornece o enquadramento administrativo, uma classificação 3A na lista A da cidade e uma população de 2.395 pessoas. Uma legenda oficial de fotografia de 2 de maio de 2026 regista visitantes a comer comida local na aldeia e chama ao ambiente o fumo e o lume da vida lenta do campo. A frase é uma legenda, não uma medição, mas descreve o que a aldeia vende: uma manhã nas ruelas, uma mesa debaixo de um telhado e arrozais no fim da rua.