Wang Yuanlu era sacerdote taoista e ex-soldado; estabeleceu-se em Mogao por volta de 1899. As grutas continuavam sendo um lugar de culto, mas muitas salas e estruturas precisavam de cuidados. Wang assumiu reparos e retirou areia. Esse trabalho cotidiano o aproximou de recantos ocultos da arquitetura; um deles guardava uma sala fechada havia séculos.
Da revista
Wang Yuanlu e a sala oculta atrás da gruta 16
Em 1900, Wang Yuanlu, sacerdote taoista que fazia reparos, descobriu uma sala com dezenas de milhares de manuscritos e objetos.
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Uma porta bloqueada se abre
Em 1900, Wang encontrou uma porta selada no corredor da gruta 16. Ela levava a uma pequena sala hoje chamada gruta 17, fechada durante séculos. Dentro havia dezenas de milhares de manuscritos, pinturas, tecidos e outros objetos, muitos dos séculos IV a XI. Antes, a sala servira como recinto memorial do monge Hongbian; depois, tornou-se depósito. A descoberta revelou um arquivo fechado junto a um santuário muito maior.
Stein, depois Pelliot
Aurel Stein visitou Mogao em 1907 e obteve de Wang vários lotes de materiais. No ano seguinte, o sinólogo francês Paul Pelliot passou três semanas examinando a coleção restante à luz de uma lamparina. Seu domínio do chinês permitiu ler e organizar os manuscritos diretamente; ele também escolheu textos em outras línguas, impressos e outros objetos. As escolhas de Pelliot levaram milhares de peças a Paris, enquanto Wang continuou negociando com visitantes cujo saber acadêmico e recursos imperiais influenciavam o que deixava Dunhuang.
Uma sala que mudou o arquivo
Os documentos da gruta 17, em chinês, tibetano, sogdiano e outras línguas, revelam muitas vidas: cartas, contratos, registros oficiais, textos religiosos e exercícios escolares. Hoje, os materiais da sala estão em instituições de vários países; catálogos ajudam pesquisadores a comparar conteúdos e aproximar fragmentos. A história de Wang está no início de um arquivo moderno que vai da sala original a coleções espalhadas pelo mundo.

