Da revista

A Residência Chang e a escola lá dentro

A família Chang construiu ao longo de dois séculos uma vila de casas murada na sua própria aldeia; hoje só a parte restaurada, cerca de 120 000 metros quadrados, pode ser percorrida.

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Um castelo na aldeia da própria família

A Residência Chang ergue-se na aldeia de Chewang, na vila de Dongyang, no distrito de Yuci, em Jinzhong. É um conjunto de casas nortenhas do período Qing com forma de castelo, e a família que o construiu era um clã mercantil de Shanxi que escolheu a sua própria aldeia para fazer a obra: ao longo de mais de 200 anos de construção sucessiva, os Chang levantaram a residência por etapas no chão de onde vinham. O que produziram é um povoado murado e não uma casa isolada, um grande recinto com ruas dentro e uma escala de construção que transforma um solar de família em algo próximo de uma pequena vila. O alto portão Dong Genji, o que sobrevive, tem à frente uma ponte de arco de pedra branca, e é a primeira coisa que o visitante atravessa.

Oito portões e duas ruas principais

Oito portões abrem-se na muralha do recinto e, dentro deles, duas ruas principais correm de norte a sul e de leste a oeste, cruzando-se no meio da residência, enquanto o resto do plano é preenchido pelas casas que se apoiam nesses dois eixos. Os números dão a escala da obra: mais de 1 500 divisões, mais de 50 casas-torre a erguer-se acima dos telhados, 13 jardins distribuídos entre elas e uma residência que cobre pouco mais de cem mu de terreno. Vale a pena demorar nesta disposição, porque uma residência deste tipo é um documento de trabalho e não uma imagem. As ruas servem de circulação para carros e carregadores, as casas-torre servem de armazém e de habitação por cima, e a fila de portões é como uma família de comerciantes regulava quem entrava. O portão nunca foi decoração; era a primeira frase das regras da casa.

Jardins, e a parte que está aberta

Hoje só parte disto é uma residência de visita. A área restaurada e aberta cobre cerca de 120 000 metros quadrados, feitos de uns 40 000 metros quadrados de habitações e 80 000 de jardins, e inclui sobretudo os pátios originais do lado sul da rua principal leste-oeste. O resto do solar não está no percurso do visitante, e essa distinção é a honesta a manter aqui. Os números que as pessoas repetem para a residência Chang, a contagem das salas, as casas-torre, os jardins, descrevem o todo; os números de uma visita descrevem a parte restaurada. A residência não foi construída como ruína para ser descoberta. Foi a sede ativa de uma família de comerciantes, e a parte hoje aberta ao público é uma fração do plano em que de facto viveram.

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