Da revista

Sete li de lajes e as mãos que torneiam o barro

Uma caminhada pela vila de porcelana Jun de Shenhou, que termina numa oficina de forno aberta, onde uma peça é queimada diante de você.

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Porcelana Jun e a vila de fornos de Shenhou, Xuchang
Porcelana Jun e a vila de fornos de Shenhou, Xuchang

Caminhando pela rua antiga

Shenhou fica numa bacia de montanhas a sudoeste de Yuzhou, e a descrição do condado sobre a vila é curta: no início dos períodos Xia e Shang o povo daqui já lavrava a terra e trabalhava o barro; dos Tang e Song em diante, tornou-se centro da porcelana Jun e ponto de produção e de coleta da cerâmica do norte. A rua é feita de lajes de pedra e corre por sete li. As lojas vendem vasos de planta por alguns yuans, jogos de chá e jarras, além de ímãs de geladeira de porcelana Jun e figuras do zodíaco. Numa esquina, o muro está empilhado de cacos de Jun, e ao lado da antiga torre do canhão fica a Residência do Oficial da Cerâmica, um conjunto de três pátios. O guia sugere parar numa oficina: por cerca de cem yuans, um oleiro conduz suas mãos a tornear uma peça e manda o resultado para casa pelo correio.

Ver uma peça da modelagem à queima

O guia de outono do governo do condado para Yuzhou lista os lugares onde a porcelana Jun pode ser vista, e não apenas comprada. No forno Ping Shan, construído contra a encosta, a oficina de produção é aberta e o visitante pode ficar perto enquanto uma peça passa da modelagem à queima, com oleiros explicando o processo. Do outro lado da cidade, o museu de espécimes Jun dos Song e Yuan guarda um grande número de peças Jun antigas e as usa para ler como a louça se desenvolveu. O Parque Cultural da Porcelana Jun tem um corredor de patrimônio onde a linha do ofício é exposta ao longo de uma caminhada, e o museu municipal de Yuzhou oferece sessões práticas de puxar o barro, modelar e pintar. No jardim de porcelana Bajun, o museu do forno é aberto e gratuito, e é possível experimentar a feitura da louça Bajun.

O que “uma cor entra, dez mil saem” quer dizer de fato

A frase usada para a porcelana Jun descreve algo físico. O departamento provincial de cultura e turismo a explica sem rodeios: a porcelana Jun depende do controle da temperatura do forno durante a queima, de modo que as mudanças físicas e químicas no esmalte produzem a superfície conhecida como uma cor entrando no forno e dez mil cores saindo. Em torno desse processo, o perfil do próprio município de Yuzhou registra 2.420 sítios de patrimônio cultural catalogados no terreno, 106 monumentos protegidos em nível de condado ou acima, dois bens nacionais de patrimônio imaterial e quatorze provinciais, e descreve o condado como a única fonte da porcelana Jun entre as cinco louças famosas da China — uma afirmação do governo municipal, repetida aqui como tal, e não como descoberta consolidada. Na vila dos fornos, o museu do sítio dos fornos de porcelana de Shenhou faz de cerimônias de abertura e de aulas com mestres uma parte regular do ano.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Porcelana Jun e a vila de fornos de Shenhou, XuchangWindmemories · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗ Imagens e miniaturas redimensionadas e convertidas para WebP.