Um porto fluvial numa foz que assoreia não se torna profundo por decreto. O Porto de Tianjin é descrito como o maior porto artificial de águas profundas da China, e a palavra artificial é a importante: o canal e as bacias foram feitos, não encontrados. A sua área de água e terra soma quase 260 quilómetros quadrados, divididos por quatro zonas portuárias. Beijiang movimenta contentores e carga geral; Nanjiang, Dongjiang e Haihe suportam o resto de um comércio que chega a mais de quinhentos portos em mais de 180 países. A capacidade de movimentação do porto é a quinta maior do mundo, enquanto, segundo outra medida, as fontes o descrevem como o quarto maior porto comercial polivalente do mundo.
Da revista
Um porto escavado na costa
O maior porto artificial de águas profundas da China, quatro zonas portuárias e a explosão de agosto de 2015 que matou 173 pessoas.
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O gelo e a alfândega
O problema do porto no início do século XX era o inverno. Quando os quebra-gelos começaram a trabalhar o rio, a parte da receita aduaneira de janeiro a março no porto de Tianjin subiu de 1,2 por cento em 1911 para 19,33 por cento em 1922, o que mede quanto comércio se tinha perdido antes com a estação de encerramento. O porto também mudou a forma da costa: com a construção de novas zonas portuárias como Dongjiang e Nangang e os aterros que as acompanharam, a linha de costa de Tianjin passou de 146,53 quilómetros em 2000 para 302,62 quilómetros em 2012, duplicando em doze anos.
Agosto de 2015
A 12 de agosto de 2015, um incêndio e uma explosão atingiram um armazém de produtos químicos perigosos dentro do porto. As fontes registam 173 mortos, centenas de feridos e perdas materiais, e descrevem efeitos graves numa área de vários quilómetros em torno do local. O incidente faz parte do historial do porto e não é separável dele: um porto que movimenta produtos químicos para uma base industrial nacional corre riscos que um porto de carga geral não corre. O porto continuou a funcionar, e as fontes registam ainda uma mudança de política posterior, quando em 2017 o porto deixou de aceitar carvão transportado por camiões a gasóleo, num esforço para melhorar a qualidade do ar.

