Da revista

Pusading, o templo amarelo na colina

Um mosteiro gelug na crista acima de Taihuai: uma fundação dos Wei do Norte tornada templo de lamas em 1656, telhas vidradas amarelas desde 1683, 108 degraus de subida e duas inscrições imperiais ainda no lugar.

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O mosteiro no alto

O Pusading assenta no pico Lingjiu, a crista acima de Taihuai, e é o mosteiro budista tibetano maior e mais completo da montanha. O nome significa cume do Bodhisattva, e uma história explica-o: diz-se que Manjushri se revelou e pregou neste cume. O mosteiro começou no reinado do imperador Xiaowen dos Wei do Norte como Grande Corte de Manjushri. Em 1656, décimo terceiro ano de Shunzhi, foi transformado em templo de lamas, e a partir daí imperadores, príncipes e lamas Qing se alojaram aqui quando vinham em peregrinação. Em 1983 foi declarado templo budista nacional chave na área han, e em 2006 foi incorporado no conjunto de edifícios antigos de Wutai.

As cores e a subida

O amarelo é a primeira coisa que se vê de baixo: telhas vidradas no salão principal, uma cor que só a permissão imperial autorizava, concedida em 1683, quando também foi destacada uma guarnição para guardar o mosteiro. Contra o tijolo cinzento e o verde escuro das encostas, o telhado é a única superfície quente da crista. A aproximação faz-se por uma escadaria de 108 degraus de pedra, íngreme o bastante para que a subida seja lenta, entre muros e portões que escondem o cume até ao último lanço. Do terreiro no alto, os telhados de Taihuai ficam abaixo, num monte de cinzento e amarelo. Os degraus são a razão por que o lugar se sente como uma chegada e não como uma visita.

As inscrições aqui guardadas

Dois imperadores deixaram aqui a sua escrita, e ambas as peças continuam no lugar. Sob o arco do portão pende uma placa de quatro caracteres, Lingfeng Shengjing, o reino maravilhoso do pico do espírito, escrita pelo imperador Kangxi. A leste do Salão do Grande Herói há um pátio de inscrições com dois pavilhões de estelas; a estela de Qianlong no interior tem cinco metros de altura e leva um poema em verso regulado de sete caracteres, o mesmo texto gravado nas quatro faces em manchu, tibetano, chinês e mongol. Que uma só pedra se repita em quatro escritas é a declaração mais clara que o mosteiro faz sobre o que foi: um lugar onde a corte Qing falava a vários mundos budistas ao mesmo tempo.

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