A construção da rua gastronómica começou com uma remoção. Abriu em 1 de Janeiro de 1985, com cerca de 42 mil metros quadrados de área construída, organizada como uma cidade chinesa muralhada. As obras tinham começado em 11 de Agosto de 1984, depois de 445 famílias terem sido transferidas em apenas treze dias. O projecto mobilizou cerca de cinquenta milhões de yuans e foi proposto em 1983 pelo presidente da câmara Li Ruihuan como uma das dez medidas municipais para melhorar a vida dos residentes. O enquadramento importa: é um projecto de bem-estar municipal expresso através da arquitectura, e a rapidez da mudança foi registada como êxito, não como custo.
Da revista
A montra dos restaurantes
Um bairro gastronómico muralhado, aberto em 1985, após a deslocação de 445 famílias em treze dias.
Na mesma cidade · Distrito de Heping ↗Treze dias
O que há dentro da muralha
A muralha não é decorativa. A rua fica no bairro Nanshi, no distrito de Heping, entre a Heping Road e a Nanshi Hotel Street, diante da Torre do Tambor. Foi organizada como povoação muralhada com quatro portas. Na abertura, reunia 19 restaurantes grandes, 61 lojas de petiscos, 11 mercearias alimentares e quatro casas de chá — um inventário concentrado da cozinha da cidade dentro de um recinto. A Associated Press chamou-lhe a montra dos restaurantes de Tianjin. A expressão descreve tanto a função como a intenção promocional: permitir a um visitante conhecer a variedade da comida local sem atravessar a cidade inteira.
Quatro portas, quatro caligrafias
As portas guardam o pormenor de desenho mais deliberado. Chamam-se Zhenyu, Xingge, Zhongsheng e Huayu; os caracteres iniciais, lidos em conjunto, formam «revitalizar a China», lema do período reformista dos anos 1980 incorporado na arquitectura. As quatro placas foram escritas nos estilos de caligrafia Yan, Liu, Ou e Zhao. Assim, ao passar de uma entrada para outra, o visitante encontra quatro tradições de escrita. A combinação de um lema político com uma mostra de escolas caligráficas é um gesto muito próprio da época: o edifício funciona simultaneamente como promessa municipal, montra comercial e exposição da cultura letrada tradicional.

