A coleta em grupo A tradição de coleta de ginseng silvestre em Changbaishan se organiza em torno de conhecimentos compartilhados na floresta. Uma reportagem de 2025 do Departamento de Agricultura e Assuntos Rurais de Jilin informa que o costume entrou na lista nacional do patrimônio cultural imaterial em 2008. Ela também descreve o Museu Chinês do Ginseng de Fusong, que reúne, protege e pesquisa a cultura do ginseng de Changbaishan. Uma reportagem de Jilin de 2022 descreve um grupo liderado por um shenbatou experiente, cujo conhecimento orienta os companheiros no trabalho. Seu papel é prático e social: na floresta, os coletores precisam observar uns aos outros, chamar e responder.

Os chamados criam uma linguagem compartilhada A descrição provincial registra chamados entre os coletores, traduzidos como “chamar a montanha” e “responder à montanha”. O chamado e a resposta ajudam os companheiros a se reconhecer enquanto procuram pela floresta. O mesmo relato preserva a crença de que o ginseng podia escapar. Isso pertence ao folclore do costume: imagina-se a raiz como algo esquivo, ideia que expressa a dificuldade e o valor de encontrá-la, e não uma afirmação botânica.

Uma sonda, um fio vermelho, musgo e folhas de bétula As ferramentas e os materiais descritos tornam a prática mais concreta. Uma sonda de osso de cervo é usada para soltar a terra ao redor da raiz; o fio vermelho e as moedas de cobre têm significado tradicional. Depois de retirada, a raiz pode ser envolvida em musgo e folhas de bétula. Cada objeto relaciona o manuseio ao significado: o formato delicado da raiz exige cuidado, enquanto o fio, as moedas e o envoltório natural inserem a colheita num repertório ritual compartilhado.

Uma tradição da floresta ao lado de uma cultura cultivada Uma resposta publicada em 2025 pela Administração de Medicina Tradicional Chinesa da província de Jilin identifica o Museu do Ginseng de Fusong como unidade de proteção do costume de coleta de ginseng silvestre de Changbaishan. A produção moderna de ginseng tem outra história. Relatórios provinciais da indústria e respostas agrícolas descrevem raízes cultivadas, melhoramento, padrões e mercados; o costume aborda conhecimentos da floresta, chamados, ferramentas e trabalho em grupo. Ambos fazem parte da história regional, mas não se deve presumir que o ginseng comercial venha da coleta silvestre.

Uma linhagem mantida pela prática O registro nacional de patrimônio cultural imaterial identifica Zhao Binglin, de Fusong, como herdeiro representativo. Segundo seu perfil, ele aprendeu a técnica de coleta na infância com o shenbatou Yu Xingrang. A partir da década de 1990, Zhao criou uma base de prática de 15 hectares onde os jovens podiam aprender as habilidades e os costumes; o registro também descreve seu ensino a discípulos e sua pesquisa sobre a tradição. Esse registro torna a transmissão uma parte concreta da história: o conhecimento passa pela aprendizagem com mestres, pela observação, pela prática e pelas regras associadas ao trabalho, além de figurar numa lista formal de patrimônio. O perfil também registra o trabalho de Zhao em quatro livros sobre ginseng e a cultura de Changbaishan, ampliando esse ensino da prática de campo aos relatos escritos.