Da revista

As figuras pintadas do Templo Shuanglin

O Templo Shuanglin guarda as figuras de barro pintado que o tornaram conhecido: fala-se de 2 052, sobrevivem 1 650, e muitas das perdas ocorreram na Revolução Cultural.

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Um guardião à porta

Ponha-se à entrada do Templo Shuanglin, seis ou sete quilómetros a sudoeste da Cidade Antiga de Pingyao, e a primeira sala é uma parede de guardiões. A Sala dos Deuses guarda os Vajrapani e os Quatro Reis Celestiais, modelados em barro pintado à escala de uma pessoa de pé, com os rostos fixos na concentração que a escultura de templo dá aos protetores. A cor é o essencial: este é um templo de barro pintado e não de pedra esculpida, e as figuras foram acabadas com pigmentos minerais. O templo foi fundado em 571, segundo ano do período Wuping da dinastia Qi do Norte, e tomou o nome Shuanglin nos Song do Norte; os edifícios que hoje se erguem são dos Ming e dos Qing.

Arhats e outros ouvintes

A Sala dos Arhats é a mais silenciosa do conjunto. Dezoito arhats estão sentados com os rostos simples e afáveis que os escultores Song, Jin e Yuan deram a quem terminou o seu estudo, as vestes talhadas como túnicas justas sobre hábitos largos de mangas amplas. Perto, a Sala dos Mil Budas guarda uma figura Ming de Weituo, o dharmapala, com as pernas sobre um dragão enrolado, e a Sala do Bodhisattva tem uma Guanyin com muitíssimos braços, cada um acabado com o mesmo cuidado e recortado sobre um fundo pintado. Os temas vêm tanto da vida comum como das escrituras: torres, edifícios, montanhas, rios, nuvens, rochas, ervas, flores e bosques preenchem o fundo atrás das figuras, e as salas parecem menos salas do que grutas.

Como a cor ainda está lá

As figuras de barro foram feitas em tal número que o templo é chamado museu de escultura policromada: fala-se de 2 052, e diz-se que sobrevivem 1 650. Entre a figura contada e a figura ainda de pé há mais do que a passagem do tempo, porque muitas estátuas foram roubadas ou danificadas durante a Revolução Cultural. O sítio passou por várias intervenções desde então, e boa parte da escultura continua em mau estado, com as superfícies baças e o exterior do templo cinzento de pó de carvão. O templo é um dos cinco locais identificados na área de conservação de bens culturais da cidade. As suas dez salas repartem-se por três pátios e, com o Templo Zhenguo e a vila murada, é uma das três partes da inscrição de 1997 no Património Mundial.

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