A Rishengchang trabalhava em Pingyao, e o seu balcão fazia o trabalho de um banco com o aspeto de uma loja numa rua comercial movimentada. É geralmente aceite como o primeiro piaohao, as casas de remessas que os comerciantes de Shanxi criaram para mover dinheiro por todo o império, e os piaohao são descritos como antecessores dos bancos chineses modernos. A fundação costuma situar-se nos anos Daoguang da dinastia Qing, com 1823 como a data geralmente indicada, mas o ano exato continua discutido: há estudiosos que defendem 1797, outros 1824. As instalações são hoje um museu, e em 2006 foram inscritas na lista dos Grandes Sítios Históricos e Culturais Protegidos a Nível Nacional.
Da revista
Rishengchang: um banco chinês antigo em Pingyao
O primeiro piaohao da China trabalhava a partir de uma loja em Pingyao, movendo dinheiro sem mover prata, e manteve uma rede que fez do centro de Shanxi o centro financeiro do Estado Qing.
Na mesma cidade · Cidade de Jinzhong ↗Um banco com cara de loja
Enviar dinheiro sem o enviar
Um comerciante em viagem com prata no cofre arriscava perdê-la para os bandidos, e o peso comia-lhe parte do lucro. A casa de remessas resolveu os dois problemas deixando a prata onde estava. O cliente entregava a soma num balcão de uma cidade e recebia em troca um documento escrito, cobrável na agência da firma na cidade onde o dinheiro fazia falta; a casa movia a prata em vez do viajante. Os documentos eram escritos em código, com caracteres chineses a representar algarismos e o código mudado com regularidade, para manter confidencial a informação de uma nota. Ao fechar do século XIX, trinta e dois piaohao mantinham 475 agências que serviam a maior parte da China, e o centro de Shanxi tornara-se o centro financeiro de facto do Estado Qing.
O balcão e o livro-razão
A Rishengchang era dirigida por gestores, e não pela família proprietária. O investidor entrava com o capital e nomeava um gestor principal, o dazhanggui, e a condução da casa pertencia ao gestor: as agências, o pessoal e as cartas que diziam a um balcão o que outro tinha feito. O primeiro deles, Lei Lutai, morreu à secretária em 1849, e deixou a casa a um empregado e não ao próprio filho. Uma regra do ofício mantinha os filhos, genros e cunhados do investidor fora dos cargos de direção, e os gestores eram formados de baixo para cima. O que hoje resta da casa é o balcão e as salas atrás dele, conservados como museu e com o nome ainda sobre a porta.