Da revista

Empurrar as mãos ao amanhecer: Chenjiagou e a formação do taijiquan

Numa aldeia do condado de Wenxian, o taijiquan inscrito pela UNESCO ainda se ensina num salão ancestral, numa ravina rasa e num museu feito para a arte.

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Prática de taijiquan em Chenjiagou.
Prática de taijiquan em Chenjiagou.

Uma aldeia organizada em torno de um antepassado

Chenjiagou fica cinco quilômetros a leste da sede do condado de Wenxian, na crista de Qingfeng, e o governo municipal de Jiaozuo a chama de berço do taijiquan chinês, primeiro item do patrimônio cultural imaterial nacional com esse nome. A aldeia se organiza como uma pequena peregrinação de lugares: o salão ancestral da família Chen, o bosque ancestral atrás dele, o lugar onde Yang Luchan estudou, a tumba de Chen Zhaopi, o terreiro de prática de Donggou, o museu do taijiquan e o Parque Cultural do Taijiquan Chinês. Não é um cenário reconstruído. A rede chinesa do patrimônio cultural imaterial afirma que a prática se formou em Chenjiagou em meados do século XVII e que se atribui a Chen Wangting, do clã Chen, a sua compilação, linhagem que mais tarde gerou as escolas Yang e Wu. A inscrição da UNESCO de 2020, decisão 15.COM 8.b.21, nomeia o condado de Wenxian como origem do elemento.

Cinco salões, três mil objetos

O Museu do Taijiquan Chinês, no vale, é descrito pelo governo municipal como o primeiro museu do país construído sobre um projeto representativo do patrimônio cultural imaterial nacional e o primeiro museu de um único esporte do gênero. Organiza-se em cinco seções nomeadas a partir do vocabulário da própria tradição: a Cultura Básica do Tai Chi, a História no Salão das Duas Formas, as escolas derivadas no Salão das Quatro Imagens, a teoria no Salão do Cultivo Literário e o método de boxe no Salão dos Três Exames. O acervo é a parte tangível de uma arte intangível: a mesma página conta mais de 800 categorias de textos marciais, manuais e material histórico sobre os grandes mestres, com quase 3.000 peças preciosas e perto de dez mil documentos adicionais sobre a arte. Ao lado, a ravina de Donggou corre cerca de 1,5 quilômetro e abriga duas plataformas de prática.

O que a inscrição realmente afirma

O verbete da UNESCO para o elemento é preciso sobre o que está sendo protegido. O taijiquan é descrito como uma prática física tradicional caracterizada por movimentos relaxados e circulares em conjunto com a regulação da respiração e o cultivo de uma mente reta e neutra, cujos movimentos básicos se centram em cinco passos e oito técnicas, executados como rotinas, exercícios e empurrar de mãos em pares. O verbete registra a transmissão por modelos de clã e de mestre-aprendiz, este último estabelecido pela cerimônia tradicional de aprendizagem, e observa que o elemento foi incorporado ao sistema formal de educação. A rede chinesa acrescenta os números que importam para uma prática de aldeia: mais de 80 conjuntos de rotinas e formas com armas, e mais de 20 métodos de empurrar de mãos em pares, desenvolvidos a partir da prática da família Chen e não tomados de outro lugar.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Prática de taijiquan em Chenjiagou.Source: 焦作市文化广电和旅游局; photographer and image-specific licence not identified; https://wglj.jiaozuo.gov.cn/2026/07-05/607175.html · Informação de direitos Fonte da fotografia ↗ Redimensionada e convertida em WebP, sem corte nem ampliação.