Da revista

A cidade que foi uma província

Qingzhou deu o seu nome a uma das nove províncias do Livro dos Documentos, e seis cidades muradas se ergueram no mesmo terreno desde os Han Ocidentais.

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Uma cor e uma direção

O nome Qingzhou aparece pela primeira vez no capítulo Yu Gong do Livro dos Documentos, na frase que diz que entre o mar e o monte Tai está Qingzhou, e por isso era uma das nove províncias da Antiguidade. O Zhou Li diz que a região a leste é Qingzhou. O leste corresponde ao elemento madeira, e a cor da madeira é qing, um verde-azul, e é daí que vem o nome. Do século II a.C. ao século VII designava uma região do tamanho de uma província que cobria grande parte do norte de Shandong, e a partir do século VII foi uma prefeitura com sede nesta cidade. A cidade de nível de condado tomou o nome em 1986, quando o condado de Yidu foi extinto, e desde então o velho nome regional designa uma cidade pequena.

Seis muralhas, uma após outra

Seis cidades muradas se ergueram neste terreno desde os Han Ocidentais, e os seus nomes ainda são usados. A primeira foi o condado de Guang, criado em 204 a.C.; depois Guanggu, construída em 311, quando Cao Yi abandonou a antiga sede do condado; depois Dongyang, traçada após Liu Yu destruir os Yan do Sul e arrasar Guanggu; depois Nanyang, feita quando a muralha exterior sul foi prolongada em 517; depois o arrabalde murado fora da porta leste; e por fim a cidade de guarnição manchu dos Qing. Guanggu tinha sido a capital dos Yan do Sul, o único lugar de Shandong que serviu de capital dinástica. A área protegida tem cerca de dez quilómetros quadrados, dos quais 1,4 estão abertos, sobretudo a cidade de Nanyang.

O rio Nanyang à noite.
Qingzhou: o rio Nanyang à noite.

Um jardim, uma mesquita e um pintor

Dentro das muralhas, a cidade é um conjunto de ruas e jardins, e faz-se a pé. A rua da Porta Leste é o eixo principal e é hoje a rua de artesanato e de comércio da área paisagística. O Ou Yuan é um jardim Ming, o jardim de um príncipe Ming e mais tarde a residência do grande secretário Qing Feng Pu, com arbustos de osmanto que vivem desde os Ming, rochas ornamentais e pedras estranhas. A mesquita de Zhenjiao é ao mesmo tempo de estilo chinês e árabe e data de 1302, o que a coloca entre as três mesquitas mais conhecidas da dinastia Yuan. Há uma sala memorial a Li Cheng, o pintor de paisagens, e uma comunidade hui de cerca de vinte mil pessoas em vinte e cinco bairros. Num só perímetro encontram-se a rua principal, os jardins e a mesquita, e é isso que dá à cidade velha o seu carácter.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Qingzhou: o rio Nanyang à noite.Ngguls / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗