Da revista

Um menino de oito anos no palco do gala

Na passagem de 2024 o gala de Ano Novo reuniu três epopeias minoritárias num palco, e o Manas estava entre elas: um transmissor de Wuqia e um manaschi de oito anos lado a lado. O Manas de palco acrescenta instrumentos e às vezes rock.

Um palco, três epopeias

Na passagem de 2024 o gala de Ano Novo reuniu num palco três epopeias das minorias da China, e o Manas estava entre elas. Jiangnuri Turganbai, transmissor de nível regional do condado de Wuqia, em Kizilsu, disse depois que era a primeira vez naquele palco.

Ao lado dele estava Meiken Maimaititurgan, oito anos, também manaschi. O par é a história: uma epopeia que normalmente uma pessoa canta durante horas tornou-se, por minutos, um número de televisão com uma criança dentro.

Onde começa

A transmissão começa mais nova e mais perto. Em Wuqia as crianças ouvem manaschis em yurtas e festas. Em julho de 2022 Yumitanli Yetiku, catorze anos, atuou fora do seu condado pela primeira vez, em Ürümqi, no museu regional.

Por trás há um aparelho: Kizilsu tem um bem mundial, quatro nacionais e vinte e dois regionais; a epopeia foi traduzida para chinês e publicada; prepara-se uma associação de manaschis; uma ópera com a companhia central foi apresentada mais de sessenta vezes; houve sete festivais e cinco simpósios.

O que o arranjo muda

O som muda. Bahetibiek Aikebai, nascido depois de 1995 e Manas na ópera, diz que as versões de palco usam mais instrumentos e às vezes música eletrónica; a do gala acrescentou rock. Já não é o canto sem acompanhamento pelo qual a epopeia é conhecida.

As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e o ensaio separa-as: a voz é o núcleo do Manas, a versão de palco é um arranjo. O gala mostra até onde o arranjo pode viajar; a yurta mostra onde começa.

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