Da revista

O templo de Guan Yu em Jiezhou

O maior templo de Guan Yu da China lê-se pelos seus pátios, pelas salas com nome e pelos três lugares que repartem uma vida entre um berço e dois túmulos.

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Do general à figura venerada

Guan Yu foi um general do século III, e os templos que levam o seu nome estão entre os mais numerosos da China. O de Jiezhou é o maior de todos, e a lista inglesa dos templos do Imperador Guan situa-o em Yuncheng porque foi aqui que Guan Yu nasceu. A mesma lista reparte o resto dele: Guanlin, nos arredores de Luoyang, em Henan, é dado como o lugar onde a sua cabeça teria sido sepultada, e Guanling, em Dangyang, em Hubei, como o sepulcro do resto do corpo. Fora do continente, o culto viaja sob outro nome, Kwan Tai, em Hong Kong. Um berço, uma cabeça e um corpo: a geografia do culto segue a geografia de uma vida e de uma morte.

Os pátios por ordem

Um templo deste tamanho lê-se de fora para dentro, a partir da porta. O biombo dos quatro dragões ergue-se diante da entrada principal, um muro de telha vidrada construído na era Xuande dos Ming, com a face dividida em três reinos, céu, terra e mar, e quatro dragões enrolados a atravessá-la. Atrás dele o recinto divide-se em dois. A parte sul é o jardim Jieyi, feito em 1620, quadragésimo oitavo ano da era Wanli dos Ming, cujo arco memorial de quatro pilares e três vãos sustenta uma cobertura de telha vidrada. A parte norte é o templo principal, e essa divide-se, por sua vez, num pátio da frente e num palácio traseiro. Aqui havia um santuário em 589; depois da reconstrução de 1014 e do incêndio de 1702, esta é a ordem que se manteve.

Os nomes nas salas

Os templos chineses costumam guardar a sua história nos nomes, e aqui são dois nomes que fazem quase todo o trabalho. A sala Chongning, sete vãos de largura e seis de fundo sob um telhado de quatro águas com duplo beiral, tira o nome de um título imperial: em 1104, terceiro ano da era Chongning, o imperador Song Huizong conferiu a Guan Yu o título de Chongning Zhenjun, o Senhor Perfeito de Chongning. A torre Chunqiu, atrás dela, foi refeita na era Wanli dos Ming como edifício de dois andares e três beirais. As suas três maravilhas são uma estátua descrita como imagem do corpo verdadeiro de Guan Yu, um teto de caixotões lavrado com crisântemos e uma figura dele a ler os Anais das Primaveras e dos Outonos durante a noite.

Um deus em três lugares

A categoria do templo enuncia-se de duas maneiras: é unidade nacional de proteção de bens culturais e é um dos três grandes templos de Guan Yu venerados na China e no estrangeiro. Os outros dois identificam-se, na lista inglesa, pelo que guardam. Guanlin, nos arredores de Luoyang, é dado como o lugar onde a sua cabeça teria sido sepultada; Guanling, em Dangyang, como o sepulcro do resto do corpo. Jiezhou, nessa lista, é onde ele nasceu. Fique no jardim Jieyi, cujo nome remete para a irmandade jurada, e a disposição torna-se clara: uma vida repartida por três lugares, cada um guardando uma parte dela.

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