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Huangcheng Xiangfu: dois recintos num só

A fortaleza interior começada em 1632 e o palácio exterior acabado em 1703 pertencem a uma só família; o artigo sobe desde o vale e pergunta para que serviam as muralhas.

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A subir desde a planície

A estrada de Jincheng para Yangcheng corre pelo vale do Changhe, e a propriedade mostra-se antes de se chegar: uma muralha ao longo do cimo da colina do Fénix e um conjunto de telhados atrás dela. Huangcheng Xiangfu ergue-se na aldeia de Huangcheng, freguesia de Beiliu, condado de Yangcheng, no sudeste de Shanxi, e o relato inglês mede a propriedade amuralhada em dez hectares na colina sobre o vale. Tem um segundo nome, aldeia do monte Wuting, tirado de uma placa que o imperador Kangxi deu à família. A aproximação desde a aldeia é a subir, e é a maneira certa de chegar: primeiro as muralhas, depois os pátios.

A cidade alta amuralhada

O que se lê como uma fortaleza são duas construções. A cidade interior foi começada em 1632, quinto ano da era Chongzhen, no fim dos Ming, quando uma família de funcionários num vale rico tinha razões para querer muralhas; o relato inglês data a fortificação do sítio por Chen Changyan em 1633, e as defesas no seu conjunto dos séculos XVII e XVIII. Dentro, a propriedade tem dezasseis pátios e 640 divisões em 36.580 metros quadrados, repartidos entre a cidade interior e a exterior. A cidade alta é a parte mais antiga e mais dura: as muralhas que fazem o lugar ler-se como fortaleza pertencem à primeira campanha de obras, e o palácio veio depois, abaixo e em volta delas.

O palácio e a família

A cidade exterior é o palácio, e pertence a um só funcionário. Chen Tingjing foi grão-secretário do pavilhão Wenyuan no reinado de Kangxi, preceptor do imperador e um dos editores do dicionário Kangxi, e a cidade exterior ficou acabada em 1703, quadragésimo segundo ano desse reinado. A sua família construía na colina desde a década de 1440, e ao longo dos Ming e dos Qing os Chen contaram sessenta e seis mandarins, trinta e três poetas e nove primeiros classificados nos exames provinciais. A placa que o imperador ofereceu pende com o seu dístico, que diz: a primavera volta às árvores velhas e à sua sombra funda; o outono chega às flores amarelas, fragrantes na estação tardia.

Porque este lugar foi tão fotografado

A propriedade fotografa bem porque todo o conjunto se lê como uma silhueta amuralhada sobre o vale: a muralha no cimo, os telhados atrás dela, nada mais alto no enquadramento. A imagem foi ajudada por dinheiro: uma restauração de trinta milhões de yuan começou em 1998, e em 2011 a Administração Nacional do Turismo da China classificou a propriedade como atração turística AAAAA. A história contada aos visitantes é mais antiga. A tradição, que o relato inglês regista como não verificada, diz que a grandeza acabada do conjunto atraiu acusações de deslealdade e de pretensão imperial, e que Chen Tingjing lhes respondeu dizendo que a construíra para a mãe, demasiado frágil para fazer a viagem a Pequim.

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