O templo Xiantong ocupa o centro de Taihuai, um quarteirão muralhado de pátios e não um edifício único: mais de 400 construções, com sete salões principais no eixo central numa ordem fixa, do Salão de Guanyin ao Salão do Grande Manjushri, ao Salão do Grande Buda, ao Salão Wuliang, ao Salão Qianbo e ao Salão de Cobre, até à Biblioteca de Textos Budistas. É o mosteiro maior e mais antigo da montanha, e a cabeça dos seus mosteiros chineses. Começou em 68 d.C. como templo Dafu Lingjiu; o imperador Tang Taizong reconstruiu-o como Grande Templo Huayan. Em 1982, o Conselho de Estado inscreveu-o no segundo grupo de unidades nacionais de proteção de bens culturais.
Da revista
O templo Xiantong e o seu salão de bronze
O mosteiro mais antigo de Wutai, reconstruído sob os Tang, guarda duas experiências de material: um salão de tijolo construído sem viga e um salão fundido em bronze, com dez mil pequenos budas nas paredes.
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Um salão fundido em bronze
O Salão de Cobre fica perto do topo do eixo, e é o que o nome diz: um edifício quadrado montado em bronze fundido, com telhado de duplo beiral e quatro águas, 8,3 metros de altura, 4,7 de largura e 4,5 de profundidade, feito com 100 000 jin do metal. As paredes levam dez mil pequenas figuras de Buda. Foi fundido em 1610, trigésimo oitavo ano do reinado de Wanli. Mais atrás no eixo, o Salão Wuliang faz o mesmo argumento noutro material: construído em tijolo azul sem pilar nem viga, dois pisos, 28,2 metros de frente e 20,3 de altura, com três abóbadas de tijolo no interior sob um telhado que imita a madeira.
O que se sente lá dentro
A sala de bronze é pequena e alta, e as proporções fazem o trabalho. Um salão com 4,7 metros de largura e 4,5 de profundidade, elevado a 8,3, é uma caixa e não uma sala, e o metal fecha-o por todos os lados; a luz entra pela porta e não vai longe. O que as paredes guardam é o essencial. Dez mil figuras pequenas cobrem-nas, fundidas em filas tão cerradas que a superfície se lê como uma grelha, de modo que abaixo da altura dos olhos a parede é uma multidão e acima é um padrão. Aqui o bronze não é um acabamento posto sobre madeira, mas a própria estrutura, e conserva o frio da montanha. Na torre do sino pende o maior sino de bronze da montanha, 9 999,5 jin, gravado com mais de dez mil caracteres de escritura.