Da revista

Lijiang numa encruzilhada do comércio de montanha

As rotas entre Sichuan, Yunnan e o Tibete fizeram de Dayan um centro de distribuição. As ruas e pontes registam trocas sem reduzir todas as ligações a uma única história da «Rota do Chá e dos Cavalos».

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Uma cidade onde convergiam rotas

A posição de Lijiang entre passagens de montanha deu-lhe um papel maior do que o de uma única rua de mercado. A UNESCO descreve a cidade antiga como importante centro de distribuição do comércio entre Sichuan, Yunnan e Tibete desde o século XII. O mesmo relato situa-a onde a Rota da Seda meridional se ligava às rotas do Chá e dos Cavalos. São redes históricas, não uma estrada sinalizada que tenha atravessado, inalterada, cada povoação.

A planta da cidade dá uma morada local a esse papel regional. A UNESCO descreve Dayan como centro comercial, enquanto o processo de candidatura identifica Sifangjie como centro tradicional de comércio do noroeste de Yunnan. Ruas que irradiam do mercado central e canais que cruzam a cidade ajudam a explicar como se organizavam circulação e trocas. Não identificam, por si só, as mercadorias, comerciantes ou transações de uma data específica.

O comércio deixa vestígios na arquitetura

A UNESCO descreve uma paisagem construída moldada pelo contacto entre tradições Naxi, Han, Bai e tibetanas, com arquitetura e artes locais desenvolvidas através de intercâmbios culturais e tecnológicos. Casas de madeira, pátios, pontes e pormenores esculpidos tornam visível esse intercâmbio.

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