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Taipa e o comércio de panchões

A produção de panchões cresceu rapidamente em Macau a partir da década de 1920, e as fábricas concentraram-se na Taipa.

Entrada e terrenos abertos preservados da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.
Entrada e terrenos abertos preservados da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.

Quando os panchões fizeram da Taipa um centro industrial

A produção de panchões cresceu rapidamente em Macau a partir da década de 1920, e as fábricas concentraram-se na Taipa. No auge do sector, durante as décadas de 1950, 1960 e 1970, muitos residentes da Taipa trabalhavam em actividades ligadas à produção. Os panchões eram uma das três principais indústrias artesanais de Macau e um importante produto de exportação, pelo que a economia fabril ultrapassava os muros de qualquer recinto.

A indústria ligava os rendimentos das famílias ao comércio que saía de Macau. Na Taipa, o trabalho passou a fazer parte do ritmo da vida comunitária: os residentes conheciam as fábricas como empregadoras e como lugares de referência. Isso ajuda a explicar por que razão o declínio da produção é recordado não apenas como o encerramento de oficinas, mas como uma mudança na forma de sustento das famílias da ilha.

Seis histórias fabris distintas

As seis fábricas da Taipa tiveram histórias próprias. O livro de Lai Hung Kin, publicado pela primeira vez pelo Instituto Cultural em 2013 e posteriormente ampliado numa quarta edição, acompanha a ascensão e o declínio das fábricas, juntamente com fragmentos da vida dos residentes. Combina investigação documental e entrevistas, aproximando a história fabril da memória doméstica.

A distinção é importante numa ilha onde a indústria se estendia muito para além do portão de uma única fábrica. O trabalho dos panchões sustentou muitos residentes durante as décadas de maior actividade, mas as seis unidades não partilharam uma única data de abertura ou encerramento. Cada uma integrou uma paisagem industrial mais vasta, com a sua própria vida laboral e o seu lugar na memória da Taipa.

Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.
Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.
Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.
Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.

Iec Long e o fim da produção

A Iec Long abriu em 1925 e encerrou a produção em 1984. As suas quase seis décadas abrangem o crescimento da indústria, o auge em meados do século XX e os anos em que a produção foi diminuindo.

O comércio desapareceu da ilha enquanto fonte de emprego, mas continua ligado, na memória comunitária, tanto à paisagem fabril como à vida dos residentes. O livro de Lai Hung Kin reúne as histórias de seis fábricas e as recordações de quem com elas se relacionava, colocando lado a lado a escala industrial e a doméstica.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. LN9267 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  2. Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.LN9267 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  3. Muros e edifícios sobreviventes da antiga Fábrica de Panchões Iec Long.Jacklamf1d14 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗