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O portão de Mufu e o salão dos livros

As palavras sobre um portão conduzem à biblioteca da família Mu, ligando um complexo governativo a uma história de leitura.

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Um convite sobre a entrada

Em Mufu, em Lijiang, quatro caracteres sobre uma entrada permitem duas leituras. A expressão Tianyu Liufang evoca em chinês uma chuva benéfica; a interpretação do local também relaciona a sua sonoridade com um incentivo Naxi ao estudo. O portão introduz a linguagem e a aprendizagem no acesso a um antigo complexo governativo.

Os governantes hereditários da família Mu serviram em Lijiang desde o período Yuan até ao início da dinastia Qing. Uma exposição de 2026 no Museu do Palácio do Príncipe Gong descreveu um período de cerca de 470 anos. Esta longa cronologia situa os edifícios politicamente, enquanto as palavras no portão abrem outra história: livros, poesia e patrocínio cultural.

O salão dos muitos livros

O complexo inclui portões, um salão de assembleias, Wanjuanlou e um salão protetor. Um relato de 2025 identifica Wanjuanlou como o segundo salão principal e o espaço da família Mu para ler e guardar livros. A descrição reúne obras chinesas, escrituras budistas e textos Dongba na mesma história da biblioteca.

Os edifícios hoje visitados têm também uma história recente. O mesmo relato regista a reconstrução após o terramoto de Lijiang de 1996. A sequência dos salões conserva nomes e associações antigas num conjunto marcado por reparações e reconstruções.

Uma história que ultrapassa o pátio

Em março de 2026, a exposição de Pequim reuniu mais de setenta objetos e conjuntos documentais de dez museus e bibliotecas. Livros e objetos levaram a história de Mufu para um espaço diferente. Entre as palavras do portão, um salão de biblioteca e uma exposição moderna, o complexo revela-se mais do que um contorno monumental: é um lugar onde governo, leitura e memória se encontraram.

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