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Uma baleia à beira-mar: as coleções de história natural de Dalian

A grande baleia do museu é o ponto de partida para compreender a anatomia, a preparação de exemplares e a distância entre um animal recolhido e uma população viva.

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A primeira pergunta é que tipo de objeto temos diante de nós

Uma baleia pode dominar uma sala, mas a escala é apenas o início da sua história. Na descrição de 2023 do Museu de História Natural de Dalian, a edição internacional do People's Daily apresenta uma fêmea de baleia-franca-do-pacífico com 17,1 metros, preparada como montagem com a pele do animal.

Esta montagem preserva a forma exterior do animal. O corpo largo e o formato da cabeça permanecem visíveis, dando à baleia uma presença diferente da de um esqueleto exposto pelos seus ossos. A preparação transforma um animal recolhido num objeto que pode ser estudado muito depois da sua morte.

Um animal enorme que come presas pequenas

A baleia-franca-do-pacífico, Eubalaena japonica, é uma baleia com barbas. Em vez de dentes para agarrar presas, as placas de barbas ajudam a filtrar pequenos animais planctónicos da água. A mandíbula fortemente arqueada e a ausência de barbatana dorsal são características úteis para compreender a sua forma.

O sistema alimentar contraria também uma relação simplista entre o tamanho do corpo e o tamanho da presa. Um mamífero enorme pode depender de concentrações de animais muito pequenos. Essa relação liga a anatomia ao habitat: a forma da boca corresponde a uma maneira de se alimentar, e essa maneira de se alimentar depende de condições exteriores ao corpo do animal. Um exemplar pode apresentar esta relação ecológica, embora não consiga reproduzir o movimento, o som ou o comportamento de uma baleia viva.

Uma morada costeira, uma coleção mais ampla

O museu ocupa um local à beira-mar em Heishijiao e mudou-se para o edifício atual em 1998. O seu âmbito ultrapassa os animais marinhos locais: materiais geológicos, plantas e fósseis do oeste de Liaoning integram a visão do mundo natural apresentada pela instituição. A coleção não é, portanto, um simples recenseamento das criaturas que se podem ver na água imediatamente em frente.

Os objetos chegaram ao museu através de recolhas, investigação e doações. Os seus lugares de origem alargam a geografia da coleção muito para além da água visível das janelas.

De um indivíduo preservado à conservação

A NOAA identifica a baleia-franca-do-pacífico como espécie em perigo de extinção. A caça comercial reduziu drasticamente as suas populações, enquanto o enredamento em artes de pesca e as colisões com embarcações continuam a ser ameaças. São questões sobre animais vivos e os mares que utilizam, para além da preservação de um único exemplar.

Preservar um exemplar de baleia mantém um corpo disponível para estudo. Proteger baleias vivas depende das condições nas suas áreas de alimentação e rotas migratórias. A coleção do museu torna visível a anatomia de um indivíduo; a conservação leva a história de volta ao mar.

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