O Pagode Dongji ergue-se na ilha Heixiazi, em Fuyuan, onde os rios Heilongjiang e Ussuri se encontram. O relato municipal descreve a torre com 81 metros de altura, nove pisos e planta octogonal, num estilo inspirado na arquitetura Han e Tang. A altura torna-a um marco visível na ilha fluvial plana, enquanto a sequência ascendente dos pisos dá ao edifício um perfil vertical marcante. Não é um pagode antigo, mas um marco moderno concebido para dar um centro simbólico a uma cidade conhecida pela sua posição oriental. A cidade descreve a torre como ponto focal da composição cénica da ilha, com a praça envolvente e as esculturas a orientar os visitantes para ela.
Da revista
Pagode Dongji: o marco de Fuyuan na extremidade oriental
O Pagode Dongji de Fuyuan eleva-se 81 metros acima da ilha Heixiazi. Os seus nove pisos, a forma octogonal e a praça simbólica transformam uma torre moderna numa expressão pública da identidade oriental da cidade.
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Uma praça organizada em torno de símbolos nacionais
A praça em redor do pagode tem 171 metros de diâmetro, número que a página municipal relaciona com os 171 quilómetros quadrados da parte da ilha Heixiazi sob administração chinesa. Cinquenta e seis colunas de pedra esculpidas circundam o espaço, representando os 56 grupos étnicos reconhecidos na China. Na base, áreas expositivas apresentam a cultura chinesa e especialidades regionais. O local inclui ainda esculturas em torno da torre, entre elas um qilin, um vaso de bronze e um motivo de tartaruga. Estes elementos transformam o monumento num conjunto concebido como um todo: torre, praça aberta e marcos escultóricos articulam-se para tornar legível a localização de Fuyuan através da arquitetura.
Dar uma forma local à orientação
O nome e o enquadramento do pagode ligam-no à linguagem da fronteira oriental. A descrição oficial de Fuyuan chama à torre um marco da extremidade oriental do país e recorre à imagem tradicional do sino da manhã para exprimir essa identidade. O programa visual da torre vai além da silhueta no horizonte: quatro colunas com dragões nos cantos da base apresentam posturas diferentes, enquanto a praça circular envolvente reúne os elementos simbólicos do edifício num espaço único. Em conjunto, torre e praça traduzem a orientação em arquitetura cívica. Fixam um ponto na ilha fluvial, onde um marco moderno se ergue numa paisagem fluvial muito mais antiga.