A caverna de Zhijin fica em uma região cárstica, onde água levemente ácida dissolve o calcário ao passar por fissuras. O geoparque explica que a circulação subterrânea amplia as fraturas e forma passagens. Quando o terreno muda e se eleva, os caminhos da água também se deslocam: passagens antigas ficam mais altas, enquanto fluxos mais recentes ocupam níveis inferiores. A caverna não é um vazio formado de uma só vez, mas um registro da água atravessando a rocha em diferentes épocas.
Da revista
Caverna de Zhijin: antigos rios sob a superfície
Salões em diferentes alturas preservam a história da água subterrânea, dos depósitos minerais e do soerguimento em uma paisagem calcária.
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Calcário e água em movimento
Uma caverna com vários níveis
O perfil do geoparque de 2015 registrou quatro níveis, 47 salões e 4.215 metros mapeados. São dados daquele levantamento; a característica duradoura é a disposição vertical. Com o tempo, água rica em minerais deposita calcita e forma estalactites, estalagmites, colunas e escorrimentos. Gotas, correntes e poças deixam formas diferentes em tetos, paredes e pisos.
Uma caverna local entra no estudo geológico
O geoparque situa a descoberta da caverna em 1980 e sua abertura a visitantes em 1985. O mapeamento tornou o sistema subterrâneo legível como algo mais que uma sequência de salões. O modelo do geoparque relaciona níveis da caverna, água subterrânea e soerguimentos repetidos. A caverna integra o Geoparque Global da UNESCO de Zhijindong, uma designação diferente da inscrição como Patrimônio Mundial.
O subsolo acompanha as mudanças da paisagem
A chuva infiltra-se, entra nas fissuras e desce pela rocha calcária solúvel; a água subterrânea retorna à superfície por nascentes e riachos. Zhijin preserva formas deixadas por alguns desses caminhos mesmo depois que a água mudou de rota. A altura dos salões e as formas minerais mostram como a água e o soerguimento transformaram a paisagem cárstica ao longo do tempo.
