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Papel de Xuela: fibras vegetais, trabalho familiar e nova geração

Em Nyemo, o papeleiro Gesang Denzin transforma raízes preparadas em folhas e amplia seus usos para cadernos, luminárias e cultivo da matéria-prima.

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A folha começa numa planta

Em Xuela, a fabricação do papel começa muito antes do livro pronto. Raízes da planta chamada localmente langdu são coletadas e preparadas, cozidas e batidas até as fibras virarem polpa. Um perfil de janeiro de 2026 descreve os repetidos processos de imersão, batida e secagem na família de Gesang Denzin.

Quando menino, ele ajudava o pai e o avô. Depois escolheu a carpintaria, atraído pela possibilidade de trabalhar fora. Aos poucos voltou à fabricação de papel e assumiu uma habilidade que a família continuava praticando. Uma folha guarda a história do trabalho junto à textura das fibras.

O papel ganha outros formatos

A oficina fornece papel para escrita, pintura e arquivos, e também faz cadernos, marcadores, flores de papel e lanternas. Uma reportagem posterior de 2026 conta que o filho de Gesang Denzin ajuda a desenvolver papéis coloridos e cúpulas de luminárias. A folha é o ponto de partida de outros objetos.

Cada uso exige propriedades diferentes: a página deve receber escrita; a cúpula precisa manter a forma e trabalhar com a luz. As etapas tradicionais permanecem, enquanto o objeto traz escolhas novas de cor, textura e acabamento.

A próxima geração precisa de matéria-prima

Em 2016, Gesang Denzin ajudou a fundar uma cooperativa com famílias da aldeia. Também começou a cultivar a planta usada no papel, preocupado com a dependência de recursos silvestres. A reportagem de janeiro de 2026 descreve a ampliação desse cultivo.

Essas tentativas ligam herança e futuro de modo concreto. Ensinar jovens é apenas uma parte de manter o ofício; o acesso à matéria-prima também importa. Em Xuela, oficina, família e área cultivada contam a mesma história.

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