Da revista

Uma oficina de tecelagem na aldeia de Caizhao

Em Caizhao, na cidade de Milin, a artesã lhoba Yayi começou a ensinar num centro comunitário. Mais tarde, Ya Daer liderou uma cooperativa que reuniu mais de vinte mulheres para produzir e vender em conjunto.

Na mesma cidade · Nyingchi ↗

Um espaço de aprendizagem junto ao tear

Em 2014, foi aberto em Caizhao um centro de ensino de tecidos e vestuário lhoba. Segundo um relatório do departamento regional de cultura e turismo, o centro contratou a artesã Yayi como professora e organizou aulas sistemáticas para jovens mulheres da aldeia. A oficina deu à aprendizagem um espaço local, onde as alunas podiam se reunir regularmente e conhecer o ofício.

O mesmo relatório identifica a tecelagem lhoba de Milin como patrimônio cultural imaterial regional, inscrito em 2007. Outro relato do governo de Nyingchi, de 2021, descreve cursos posteriores em Caizhao: uma herdeira ensinou confecção de roupas a 18 aprendizes durante um mês; outra ensinou tecelagem a 11 aprendizes por 15 dias. Essas aulas datadas mostram a transmissão do ofício por meio de instrutoras e grupos organizados.

Da aprendizagem à produção cooperativa

Segundo um relatório posterior, em outubro de 2015 a artesã Ya Daer liderou a criação de uma empresa tradicional de artesanato lhoba sediada no centro de Caizhao. Mais de vinte mulheres da aldeia participaram da aprendizagem e da produção. O grupo desenvolveu mais de dez tipos de produtos feitos à mão e vendeu mais de cem peças por um canal coletivo. Na época, cada participante tinha renda anual em dinheiro de pelo menos 2.000 yuans, informa o relatório.

Os números descrevem um período específico, mas mostram como o centro conectou ensino, produção coletiva e vendas. O tear e a cooperativa fazem parte da mesma história da aldeia: aprender a técnica, produzir em conjunto e alcançar compradores por um canal compartilhado.

O trabalho visível no tecido

Um panorama regional da tecelagem lhoba em Nyingchi cita algodão, fibras vegetais e lã animal entre os materiais. A escolha dos materiais se relaciona às fibras, aos padrões e às técnicas que aparecem no tecido. Os registros de Caizhao também mostram a organização do ofício: a abertura do centro em 2014, os cursos para aprendizes e a empresa da aldeia criada no ano seguinte.

Yayi e Ya Daer aparecem em papéis diferentes — professora e líder da cooperativa —, enquanto aprendizes e artesãs deram continuidade ao trabalho juntas. Aulas, teares e vendas coletivas mantiveram o ofício ligado à vida concreta da aldeia.

Continuar a explorar · Mainling Lhoba Weaving ↗