A casa do guarda-noturno de Patane fica na Rua de Lama, n.os 52–54. O Instituto Cultural descreve duas casas térreas numa fila de habitações, com uma câmara de pedra atrás, assente em suportes de tijolo. No interior encontra-se uma grande pedra de suporte. O Instituto e a Associação de Beneficência do Templo de Tou Tei de Patane conservaram o edifício e adaptaram-no a espaço de exposição, inaugurado a 18 de dezembro de 2015.
Da revista
A casa do guarda-noturno de Patane
Na Rua de Lama, n.os 52–54, duas casas modestas preservam a história dos guardas-noturnos de Macau e da instituição de bairro que lhes sucedeu.

Uma casa construída na encosta
As horas anunciadas durante a noite
A ronda noturna era uma antiga forma de marcar as horas. O Instituto explica que os guardas anunciavam as horas à noite e também alertavam os moradores para incêndios e roubos. Em Macau, a profissão evoluiu mais tarde para um sistema de formação de vigilantes com função de defesa civil. Uma lanterna, um gongo e uma matraca faziam parte de um serviço público realizado a pé, pelas ruas onde as pessoas viviam.
A vida urbana moderna transformou esse trabalho. O Instituto observa que os avisos dos guardas já não ecoam pelas ruelas e que a profissão deixou de manter a ordem pública. A Casa do Guarda-Noturno conserva a memória ligada a um lugar real. As suas salas ligam um som de rua desaparecido às casas e aos percursos estreitos que serviam de cenário a cada ronda.
Da ronda noturna à defesa civil
O trabalho de vigilância noturna mudou à medida que as ruas e os serviços públicos de Macau se transformaram. O relato histórico afirma que a prática antiga evoluiu para um sistema de formação de vigilantes com função de defesa civil. A marcação do tempo, os avisos de incêndios e roubos e as patrulhas de bairro organizadas compõem uma linha de trabalho de segurança pública ao longo dos séculos. A Casa do Guarda-Noturno dá a essa história uma morada concreta em Patane.



