Da revista

A gruta de Yulong e a água sob Pengshui

A gruta calcária do vale de Pengshui, lida como canalização e não como uma galeria de formas.

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Duas montanhas e uma calha

Os geógrafos de Pengshui descrevem o condado como duas montanhas a segurar uma calha, e a frase é uma descrição de rocha solúvel. O rio Wu e o seu afluente Yu atravessam o condado num V, as cristas aproximam-se dos dois lados, e a capital a 245 metros não é mais do que o fundo da vala. Três picos com nome passam dos mil metros, Qiliangzi a 1.434, Baila a 1.393 e Fenghuang a 1.048, e acima a terra mais alta chega a 1.859,6. A gruta é um dos lugares onde essa altura é devolvida ao rio: uma passagem no calcário que leva a água para baixo em vez de por cima.

Estalactite, escoamento, rebordo

Uma gruta é o arquivo de uma água que perde a carga. A chuva toma dióxido de carbono do ar e do solo, torna-se um ácido fraco e dissolve o carbonato de cálcio do calcário na descida. Onde a água alcança um espaço de ar e liberta o gás, volta a depositar a cal: uma palha do teto, uma folha pela parede, um rebordo em volta de uma poça. As formas são aritmética e não decoração, um equilíbrio entre a velocidade da gota e a quantidade de cal que leva. Por isso a mesma gruta muda de sala para sala, e por isso uma sala seca é uma sala onde a água encontrou outro caminho.

Um nome, um caminho e um recurso

A gruta chama-se Yulong, Dragão de Jade, o tipo de nome que estes lugares recebem e que não diz nada da passagem. O seu valor é local antes de ser paisagístico. Pengshui é um condado de 3.903 quilómetros quadrados, 54,2 por cento de floresta e 59,5 por cento de minorias, com 545.094 habitantes no censo de 2010 e uma lista turística construída sobre a galeria do Wu e o rio Ayi. Uma gruta entra nessa lista como um lugar onde se abrigar da chuva, vender um bilhete e manter um caminho aberto, e a água que a fez é a água de que o vale vive.

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