O rio Nu atravessa um vale íngreme onde uma povoação na margem oposta pode parecer próxima numa fotografia e continuar difícil de alcançar a pé. Um artigo de 2021 do Yunnan Daily, publicado pelo departamento provincial dos transportes, recorda que muitos residentes de Fugong atravessavam o rio por tirolesa, caminhavam ou transportavam bens à mão e com animais de carga. Um residente recordou ter de escolher entre atravessar o rio num cabo ou fazer um desvio de mais de dez quilómetros, incluindo sete ou oito horas por caminhos de montanha até encontrar uma ponte.
O mesmo artigo descreve que, no início da década de 1970, o troço entre Gudeng e Jiake tinha apenas quatro pontes sobre 80 quilómetros, ao serviço de cinco municípios. Estes números provêm de um relato retrospetivo, mas tornam claro o problema prático: a distância pelo rio e a distância a pé não eram iguais. Para um agregado que cultivava campos ou visitava familiares do outro lado da água, a falta de uma travessia segura moldava o ritmo do trabalho e o tempo disponível para as tarefas quotidianas.






