Da revista

Ninho de Pomba: um bairro entre o parque e o cemitério

No largo do Ninho de Pomba, os moradores reúnem-se junto a um parque, a um cemitério protestante e à antiga casa de Pereira, hoje sede da Fundação Oriente.

A fonte e as árvores do Jardim de Camões.
A fonte e as árvores do Jardim de Camões.

Um pequeno largo na vida quotidiana

O Largo do Ninho de Pomba fica junto ao parque público, ao Cemitério Protestante e à Fundação Oriente. A descrição patrimonial refere moradores que ali se juntam para descansar no quotidiano. Este pormenor muda a escala da história: o largo não é apenas um ponto de orientação entre monumentos, mas também um espaço de bairro usado por quem vive nas proximidades.

O parque, o cemitério e o edifício da fundação são vizinhos singulares do largo. As suas histórias são distintas, mas o espaço aberto entre eles oferece uma margem pública partilhada. O Centro Histórico de Macau forma-se através de lugares ligados como estes, onde um pequeno largo pode acolher rotinas diárias junto de edifícios com histórias institucionais muito mais longas.

A fonte e as árvores do Jardim de Camões.
A fonte e as árvores do Jardim de Camões.
O busto de Luís de Camões num cenário rochoso do Jardim de Camões.
O busto de Luís de Camões num cenário rochoso do Jardim de Camões.
A entrada junto ao Jardim de Camões.
A entrada junto ao Jardim de Camões.

Um cemitério junto ao parque

O Cemitério Protestante abriu em 1821, depois de Robert Morrison ter pedido à Companhia Britânica das Índias Orientais que solicitasse autorização para criar um cemitério. A mulher de Morrison morrera em Macau nesse ano, e o novo recinto tornou-se o primeiro cemitério protestante da cidade. Encerrou em 1857, quando os enterramentos dentro da zona urbana foram proibidos, e o terreno tem-se mantido intacto.

À entrada fica a Capela Morrison, construída com o cemitério e reconstruída em 1922 num estilo românico. As paredes brancas e simples, a escala pequena e o interior despojado formam uma entrada tranquila para o espaço funerário.

Casas e memórias

O edifício da Fundação Oriente começou por ser uma villa construída para Manuel Pereira na década de 1770. Mais tarde, acolheu o superintendente comercial e o principal agente da Companhia Britânica das Índias Orientais, passou para a propriedade do Governo em 1885 e serviu de Museu de Camões a partir da década de 1960. Hoje acolhe a Fundação Oriente.

Uma grande renovação alterou a casa: o corpo central original de dois pisos e as alas foram reduzidos, o telhado inclinado passou a plano e o jardim dianteiro tornou-se uma piscina. A fachada branca com remates cor-de-rosa e a ampla escadaria de entrada pertencem hoje a um espaço de exposições. Os usos em mudança convivem junto de um largo onde os moradores ainda se reúnem para descansar.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. LN9267 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  2. A fonte e as árvores do Jardim de Camões.Николай Максимович / CC BY 3.0 · CC BY 3.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  3. O busto de Luís de Camões num cenário rochoso do Jardim de Camões.LN9267 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  4. A entrada junto ao Jardim de Camões.Николай Максимович / CC BY 3.0 · CC BY 3.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗