Da revista

Água, ruelas e memória do comércio em Shuhe

Shuhe é uma das três partes da propriedade de Lijiang classificada como Património Mundial: uma povoação de montanha cuja água e posição numa rede comercial regional moldaram um lugar próprio junto de Dayan.

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Shuhe junto de Dayan

Shuhe fica a noroeste de Dayan e é uma das três partes que compõem a propriedade da Cidade Antiga de Lijiang inscrita na lista do Património Mundial. A UNESCO descreve estas povoações como comunidades de montanha rodeadas de água que, em conjunto, refletem culturas e tradições locais combinadas ao longo dos séculos. A classificação situa Shuhe numa paisagem mais ampla sem a transformar numa cópia de Dayan. A sua distância de vários quilómetros do centro antigo importa: o património de Lijiang é uma rede de povoações, não uma única malha contínua de ruas.

A água liga estes lugares. A UNESCO acompanha os rios e as nascentes que começam na montanha nevada, chegam ao Lago Heilong e alimentam canais e condutas pela planície. Esse sistema de água sustentou a vida urbana e a produção, moldando a relação entre ruas, pontes e casas. Em Shuhe, a água junto a uma ruela é mais do que um pormenor pitoresco: integra um padrão de povoamento mais amplo que liga a nascente montanhosa, os campos e os lugares habitados.

Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.
Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.
Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.
Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.

Uma povoação dentro de uma rota

A partir do século XII, a UNESCO identifica Lijiang como centro de distribuição de mercadorias entre Sichuan, Yunnan e o Tibete, onde a Rota da Seda do Sul se encontrava com as Rotas do Chá e dos Cavalos. Este enquadramento regional contextualiza a localização de Shuhe sem afirmar que todas as famílias participavam no mesmo comércio ou que a povoação tinha uma função imutável. As rotas transportavam mercadorias, línguas, competências e formas de construir através das montanhas, enquanto comunidades concretas adaptavam essas trocas às necessidades locais.

A descrição do Património Mundial salienta que Dayan, Baisha e Shuhe preservam períodos sociais, económicos e culturais distintos. Também situa Shuhe numa paisagem moldada pela água, onde costumes locais se encontraram ao longo de gerações. A forma mais útil de ler Shuhe é, por isso, manter juntas duas escalas: a local — uma ruela, ponte, casa ou canal — e a regional. A povoação integrava uma rede de rotas conectadas, mas a sua forma construída e a vida quotidiana tomaram forma num lugar específico, junto aos cursos de água e às encostas da planície de Lijiang.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.Luke Chantrell · 2020-07-07 19:05:58 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗ Redimensionada proporcionalmente e convertida para WebP, sem recorte nem ampliação.
  2. Shuhe, Lijiang. A fotografia do Templo Longquan está datada de setembro de 2017.猫猫的日记本 · 2017-09-21 17:12:34 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗ Redimensionada proporcionalmente e convertida para WebP, sem recorte nem ampliação.