Bisezhai tornou-se um entroncamento ferroviário depois do acordo de 1903 entre a França e o governo Qing. Fontes da prefeitura de Honghe indicam que linhas de bitola métrica e de via estreita de 600 milímetros chegavam à aldeia. Os dois sistemas ferroviários encontravam-se ali, integrando a estação numa rede mais ampla que ligava o interior a rotas em direção à fronteira e para além dela. A arquitetura da estação dá um endereço local a essa rede: edifício, plataforma e relógio antigo. Um relato do governo local também menciona no local um marco do Trópico de Câncer com inscrição em francês. Não são apenas vestígios pitorescos. Identificam uma paisagem ferroviária construída em condições coloniais e preservam sinais dos sistemas administrativos e técnicos que transportavam pessoas e mercadorias.
Da revista
Bisezhai, onde se encontravam duas bitolas ferroviárias
Em Bisezhai encontravam-se linhas de bitola métrica e de 600 milímetros, que transportavam estanho de Gejiu através de uma estação de aldeia integrada numa rede da era colonial.
Na mesma cidade · Prefeitura Autónoma Hani e Yi de Honghe ↗Duas bitolas encontravam-se numa aldeia









O estanho passava pela estação
Segundo o relato da prefeitura, o estanho de Gejiu era transferido em Bisezhai para seguir para o estrangeiro. A estação ligava, portanto, a mineração, o transporte ferroviário e a exportação. O relato descreve também ferroviários, comerciantes, lojas e serviços em torno da estação: uma economia de povoado moldada pelos horários e pela transferência de mercadorias. A importância do lugar não era apenas arquitetónica; ocupava uma posição funcional na rede comercial regional. O encontro de duas bitolas também exigia a articulação de sistemas ferroviários distintos. Hoje, os edifícios preservados podem ser lidos em conjunto com a aldeia, e não como um cenário de cinema separado dela. A ferrovia colonial trouxe infraestrutura e tráfego comercial, mas a sua preservação não deve atenuar a desigualdade política da época. Bisezhai oferece uma visão compacta de como os transportes reorganizaram um lugar, deixando uma história mais complexa do que a fachada da estação, por si só, permite ver.