Na floresta arenosa junto à baía de Shimei predomina Vatica mangachapoi, espécie habitualmente associada a florestas tropicais de terras baixas. Os autores citam trabalhos anteriores que estimam um contínuo de cerca de 25 quilómetros de comprimento e 400 a 500 metros de largura, com pelo menos 4.000 anos. São estimativas citadas, não uma nova medição do estudo de 2023.
Da revista
Árvores antigas de Shimei
Um estudo de 188 árvores examina se os fragmentos da floresta costeira de Vatica em Shimei continuam ligados.
Na mesma cidade · Wanning ↗Uma árvore costeira na areia
Estradas e aldeias interrompem as copas
O estudo afirma que desflorestação, agricultura, expansão das aldeias e construções turísticas fragmentaram a floresta costeira. A equipa comparou duas populações litorais separadas por aldeias, estradas e estruturas humanas com uma terceira numa floresta tropical próxima. A distância visível tornou-se uma questão ecológica: também interromperia a ligação genética? O artigo distingue separação espacial de isolamento biológico.
188 árvores entram no estudo
A equipa recolheu amostras de 188 árvores separadas por pelo menos 25 metros. Selecionou folhas maduras sem manchas, secou-as com gel de sílica e conservou-as a −20 °C antes da análise. Doze marcadores SSR permitiram comparar as amostras costeiras com uma população da floresta tropical próxima. O procedimento transforma a paisagem verde em evidência cuidadosamente reunida.
Ligação genética e proteção
As três populações examinadas apresentaram variação genética comparável, diferenciação baixa e fluxo génico. Os autores sugerem que frutos alados talvez se dispersem pelo vento e que tufões sazonais possam transportar sementes mais longe; é uma hipótese, não uma garantia contra novas perturbações. Recomendam proteção rigorosa e plantação de mudas nas clareiras para reconectar fragmentos. A ligação observada não elimina a vulnerabilidade do habitat.