Uma galeria do Museu de Shanxi é dedicada a um único estado. A sala sobre a hegemonia de Jin apresenta os muitos bronzes escavados no sítio de Qucun-Tianma, junto com objetos do sítio Jin de Houma, e entre as peças mais conhecidas estão os sinos de carrilhão do marquês Su de Jin e um conjunto de tábuas de aliança de Houma. A exposição cobre os séculos das Primaveras e Outonos e dos Reinos Combatentes, quando Jin era a potência mais forte do norte da China e as suas oficinas fundiam para os seus senhores. Em torno desse núcleo, a exposição permanente organiza-se em sete temas históricos — do berço da civilização ao estado de Jin e aos mercadores Ming-Qing — e cinco temas de arte, de modo que os bronzes se inserem numa cronologia e não numa vitrina isolada.
Da revista
Os bronzes Jin no Museu de Shanxi
A galeria Jin do museu, os achados do túmulo de Sima Jinlong e a sala das Dinastias do Norte mostram como o estado de Jin sobrevive no metal, e como o próprio museu cresceu a partir de uma biblioteca de 1919.
Na mesma cidade · Taiyuan, capital do Shanxi ↗Vasos de bronze do estado de Jin
Um túmulo que devolveu o seu conteúdo
O acervo mais forte do museu vem de um túmulo e não de um sítio: o conjunto de objetos ligados a Sima Jinlong, morto em 484 d.C., com um grande número de figuras funerárias do seu enterro, entre elas peças de cerâmica com esmalte de chumbo, e uma placa tumular da mesma sepultura. Outros objetos desse túmulo estão no Museu de Datong, pelo que os achados se dividem entre duas coleções provinciais. Em volta deles, a exposição percorre as Dinastias do Norte com túmulos como os de Lou Rui, Xu Xianxiu e Yu Hong, incluindo um cortejo de carro em pedra pintada, um recipiente para vinho, uma tina de tingir com os quatro espíritos e uma lâmpada de bronze em forma de ganso e peixe. Do túmulo de Yu Hong vem uma taça de prata dourada com decoração de figuras humanas e animais sobre um pé alto.
O que o nome Jin significa
O nome nos sinos de carrilhão é o nome de um estado. Jin foi a potência mais forte do norte da China antes de ser dividido em 403 a.C. entre os estados de Han, Zhao e Wei, e a sua capital ficava mais abaixo no vale do Fen, perto da atual Houma. A mesma palavra dá à capital provincial o seu nome antigo, Jinyang, e o nome do Templo Jinci, construído primeiro para Tang Shuyu, o fundador desse estado. O museu começou como Biblioteca e Museu de Educação do Shanxi, aberto a 9 de outubro de 1919 no Templo de Confúcio de Taiyuan, um dos primeiros museus da China; tornou-se Museu Provincial do Shanxi em setembro de 1953, depois de se juntar à Sala de Relíquias da Cidade de Taiyuan, e tomou o nome atual quando o novo edifício ficou concluído em meados dos anos 2000. A entrada é gratuita mediante identificação válida desde março de 2008.