Da revista

Pastoralismo, caravanas de iaques e corredores de fauna

O relato de 2017 de uma família de Tashi Zong mostra como o trabalho sazonal com iaques e a hospitalidade em tendas conviveram com o pastoreio; um projeto posterior restaurou habitats de altitude em Dingri.

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Uma família pastoril em Tashi Zong

Em 2017, uma reportagem do Tibet Daily apresentou Zhuoma Quzhen, moradora da aldeia de Tashi Zong, no condado de Dingri. Sua família de cinco pessoas vivia havia muito tempo com bovinos e ovelhas ao pé das montanhas, dependendo do pastoreio. A história começa nesse ritmo antigo: o sustento estava ligado ao rebanho e à paisagem de altitude ao norte do Everest. A reportagem situa a família em Tashi Zong e registra o surgimento de novos trabalhos durante a temporada de escalada, que acrescentaram outra fonte de renda.

Tendas com chá e hospedagem

Na época da reportagem de 2017, Quzhen e outros moradores haviam começado a administrar um conjunto de casas de chá em tendas perto da montanha. Cada tenda podia funcionar como pequena hospedaria e restaurante, servir chá com manteiga, chá doce e refeições, além de oferecer pernoite. Os iaques continuaram no trabalho: em março, antes da temporada de escalada da primavera, as famílias os levavam montanha acima com suprimentos; depois, os animais podiam carregar equipamentos de alpinismo. O saber pastoril e o serviço aos visitantes se encontravam na economia da mesma família.

Cavaleiro e dzo em Tingri em 1993
Um cavaleiro e um dzo em Tingri, fotografados em 1993; a reportagem de 2017 descreve iaques levando suprimentos rumo ao Everest.

O calendário sazonal das escaladas

A reportagem situa entre março e outubro o período de maior movimento. No início da estação, os moradores montavam as tendas e preparavam as instalações; nos meses seguintes, recebiam alpinistas e outros visitantes. Os iaques também cumpriam uma função sazonal como animais de carga. O artigo informava que as tendas passaram das duas ou três iniciais para mais de 50 e que a família de Quzhen ganhou mais de 100 mil yuans com o turismo em 2016. São detalhes de uma família e de um momento da economia local, registrados em 2017.

Pradarias e um corredor restaurado

A paisagem pastoril de Dingri também é habitat de animais selvagens. Um relatório de 2025 do departamento de recursos naturais do Tibete descreve o condado como dominado por pradarias alpinas e importante para o antílope tibetano e o leopardo-das-neves. Em 2023–2024, foram restauradas 26 áreas de mineração abandonadas, num total de 94,37 hectares, ao longo das rodovias G318 e G219. Nas encostas cresceram comunidades diversas de arbustos e gramíneas; a agência relatou maior conectividade para o deslocamento da fauna. Meios de vida e habitats compartilham a mesma paisagem de altitude.

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Créditos e direitos das fotografias
  1. Um cavaleiro e um dzo em Tingri, fotografados em 1993; a reportagem de 2017 descreve iaques levando suprimentos rumo ao Everest.John Hill · CC BY-SA 3.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗