Da revista

Bombas, botas e a transformação do serviço de incêndios

Duas bombas manuais de 1877 e 1908 estruturam o relato do Museu dos Serviços de Bombeiros sobre equipamento, edifícios e a evolução da proteção pública.

O edifício histórico do quartel que acolhe o museu.
O edifício histórico do quartel que acolhe o museu.

Duas máquinas acionadas à mão

O Museu dos Serviços de Bombeiros apresenta uma bomba manual fabricada na China em 1908 e outra britânica de 1877. As datas e origens tornam as máquinas mais do que equipamento antigo: mostram que o combate aos incêndios dependia de ferramentas que exigiam esforço humano coordenado. Uma bomba manual precisa de água, pessoas e uma ação mecânica repetida para lançar um jato sobre as chamas.

Segundo a Direção dos Serviços de Bombeiros, as salas de exposição principal e interior reúnem mais de quinhentos objetos numa área de cerca de 350 metros quadrados. Bombas, uniformes e outro equipamento inserem o trabalho numa história mais ampla do serviço público. Uma ferramenta torna-se mais compreensível quando é vista junto das pessoas que a operavam e dos edifícios que serviam.

O edifício histórico do quartel que acolhe o museu.
O edifício histórico do quartel que acolhe o museu.

De garagem a galeria

O museu ocupa um edifício de dois pisos cujo rés-do-chão servia outrora para estacionar os carros de bombeiros. O piso superior funcionava como dormitório para as equipas de serviço. A planta anterior torna o tema do museu invulgarmente próximo: as exposições ocupam agora salas que pertenciam ao próprio serviço.

Um quartel de bombeiros é organizado em torno da prontidão. Os veículos precisam de uma saída desimpedida; as equipas têm de ficar perto do equipamento; descanso e resposta partilham a mesma morada. O museu preserva essa relação na arquitetura e usa as exposições para explicar as mudanças nas ferramentas, no vestuário e na organização. As salas mostram o serviço como local de trabalho, não apenas como coleção de objetos históricos.

A entrada do Museu dos Serviços de Bombeiros.
A entrada do Museu dos Serviços de Bombeiros.

A segurança pública como história material

Bombas e uniformes antigos registam a evolução da resposta da cidade aos incêndios. Os materiais e mecanismos mostram o que as equipas de outros tempos podiam transportar e operar; o equipamento posterior reflete novas tecnologias e outra escala de serviço urbano. Um museu não consegue representar cada alarme ou salvamento, mas os objetos tornam palpáveis as condições em que se respondia.

O Museu dos Serviços de Bombeiros liga estas mudanças a um edifício cívico real. A garagem, os dormitórios de serviço e as salas de exposição formam uma sequência entre trabalho e memória. As duas bombas datadas são um bom ponto de partida: antes de os carros de bombeiros se tornarem máquinas modernas, as equipas tinham de criar em conjunto a pressão da água, à mão.

Um carro de bombeiros histórico exposto no interior do museu.
Um carro de bombeiros histórico exposto no interior do museu.
Equipamento dos bombeiros e peças históricas em exposição no museu.
Equipamento dos bombeiros e peças históricas em exposição no museu.
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  3. A entrada do Museu dos Serviços de Bombeiros.LN9267 / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  4. Um carro de bombeiros histórico exposto no interior do museu.Iswzo / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗
  5. Equipamento dos bombeiros e peças históricas em exposição no museu.Iswzo / CC BY-SA 4.0 · CC BY-SA 4.0 Fonte da fotografia ↗ Informação de direitos ↗