Uma grande bacia cria um centro comum na mesa. As pessoas servem-se do mesmo recipiente e a refeição torna visível a companhia. Nas aldeias muradas Punti dos Novos Territórios, o sek pun pertence a ocasiões maiores do que um agregado familiar. O contexto importa tanto como o recipiente: é o encontro que dá sentido social à comida.
Da revista
Uma grande bacia no centro da mesa
Nas tradições aldeãs dos Novos Territórios, o sek pun partilha comida em ocasiões de parentesco, ritual e reconhecimento coletivo.
A refeição tem um centro
Uma refeição numa ocasião maior
O Gabinete do Património Cultural Imaterial associa os banquetes ao culto ancestral, festivais jiao, casamentos, cerimónias de lanternas pelo nascimento de rapazes e consagração de salões ancestrais. Os propósitos variam, mas a refeição integra sempre um evento reconhecido pela comunidade.
Partilhar comida expressa coesão e reconhecimento. As pessoas sentadas juntas tornam pública uma relação. A organização, o lugar e a companhia contam uma história da vida aldeã que uma lista de ingredientes não conta.
Um objeto à escala social
De perto vê-se o prato; de mais longe, o banquete. Mesas, participantes e espaço cerimonial dão à refeição uma dimensão que ultrapassa uma porção. A tradição continua como prática social pelas pessoas que a preparam, organizam e partilham.