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Entalhe em madeira de Pusong: um saber familiar em novas formas

Em Nyemo, entalhadores aplicam técnicas herdadas a matrizes, peças decorativas e encomendas, ensinando também a geração seguinte.

Na mesma cidade · Lhasa ↗

O tempo de cada peça

Um perfil de agosto de 2025 apresenta Sichu, entalhador de Pusong. Uma peça pode levar algumas horas ou vários meses. A dificuldade depende da densidade e complexidade do desenho, não apenas do tamanho.

Sichu começou a aprender com o pai e o avô aos doze anos. Na oficina familiar, o uso das ferramentas e a leitura dos motivos eram ensinados juntos. Uma linha desenhada torna-se uma decisão: onde cortar, o que preservar e como ligar cada parte.

Entalhe para diferentes usos

O entalhe de Pusong relaciona-se com a cultura do livro e o trabalho manual de Nyemo. A matriz transforma uma superfície entalhada em imagem ou texto reproduzível; o objeto decorativo mostra diretamente a madeira trabalhada. Gestos semelhantes atendem a objetos e usuários diferentes.

A reportagem de 2025 menciona desenhos personalizados, ornamentos e sinetes. Peças pequenas levam o trabalho da oficina ao cotidiano, para além de grandes encomendas religiosas ou arquitetônicas. Uma forma nova exige adaptar o motivo e talvez reservar espaço para uma inscrição pessoal.

O saber familiar chega à cooperativa

Criada em 2016, uma cooperativa ampliou a organização do trabalho de Sichu. Outra reportagem de Lhasa apresenta Karma Chodzha, entalhador de Pusong que desenvolve novos objetos e ensina aprendizes. São artesãos diferentes, cada qual ligando a bancada a clientes e estudantes.

A continuidade depende de condições concretas: tempo com as ferramentas e julgamento experiente para quem aprende, encomendas para a oficina. O ofício vive na precisão de cada corte e na organização cotidiana da produção, transmissão e venda.

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