Uma reportagem patrimonial de 2018 da YunnanNet descreve a pagoda como inteiramente construída em arenito e anteriormente integrada no complexo do Templo Miaozhan. Quatro aberturas em arco na base quadrada encontram-se ao centro, permitindo a passagem de pessoas e carroças. O nome local, «torre que atravessa o coração», deriva desta experiência espacial invulgar.
Da revista
A Torre Jingang de Guandu: uma passagem de arenito
Construída em arenito, a torre Ming permite atravessar quatro aberturas em arco na base quadrada.
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Uma base quadrada e quatro passagens
A reportagem data a construção de 1457 e indica uma altura de 16,05 metros. Sobre a base erguem-se cinco torres: uma estrutura central maior e quatro torres menores nos cantos. Relevos, figuras e níveis arquitetónicos convidam a um olhar atento; a base aberta faz do movimento parte do desenho.
O sítio integra a história antiga de Guandu como povoação junto ao lago Dianchi e lugar de travessia, mas esta estrutura sobrevivente é um monumento budista Ming específico. A sua história de conservação deve ser contada a partir das medidas, da pedra e das inscrições, e não da lenda popular posterior segundo a qual a torre foi construída com pasta de arroz.
O desenho combina uma base monumental com um conjunto superior compacto. A base mede 10,4 metros de cada lado e tem 4,7 metros de altura; a torre central eleva-se acima de quatro torres menores nos cantos. A reportagem descreve figuras guardiãs esculpidas, nichos de Buda e elementos circulares sobrepostos, tornando o monumento legível como uma composição em camadas, e não como uma silhueta indiferenciada. As quatro aberturas também tinham importância social: integravam um monumento religioso num percurso através da antiga povoação. O registo epigráfico sobrevivente atribui a construção ao patrocínio de autoridades locais e à acumulação de mérito budista, associando devoção e autoridade pública. São detalhes que permitem ir além da mera antiguidade numa história de conservação.
A base e as torres superiores convidam também a dois modos distintos de observar. À distância, a silhueta de cinco partes situa a pagoda na praça de Guandu; de perto, as superfícies esculpidas e as aberturas revelam o trabalho da construção em pedra. O relato patrimonial diz que o monumento recebeu a designação administrativa moderna quando foi classificado em 1965 e obteve proteção nacional em 1996. Essas datas mostram que o reconhecimento patrimonial é, ele próprio, um capítulo posterior. A leitura do monumento pode, assim, acompanhar três cronologias: a construção Ming, o uso no recinto de um templo e a proteção patrimonial moderna.