Construída em 1880, a antiga Casa do Ópio começou por ser um armazém para guardar ópio. O registo patrimonial de Macau situa-a no início da Praça de Ponte e Horta; a lista governamental de clínicas indica a segunda clínica de Tung Sin Tong na Rua das Lorchas, n.º 273. Os dois registos ligam um edifício patrimonial à morada usada atualmente.
Da revista
A antiga Casa do Ópio: um edifício à beira-mar com nova função
No n.º 273 da Rua das Lorchas, um antigo depósito de ópio continua em uso como clínica comunitária. A fachada com arcadas liga um passado comercial difícil a um serviço público de natureza muito diferente.

Uma morada concreta junto ao Porto Interior
De depósito a clínica
O edifício serviu de depósito de ópio, cuja infraestrutura comercial incluía uma oficina de preparação de pasta de ópio e uma repartição do monopólio. Depois da proibição do ópio em 1946, tornou-se armazém e, mais tarde, fábrica de cadinhos. Uma instituição académica alugou-o posteriormente para fins educativos. A Casa do Ópio foi renovada em 1996 e, cinco anos depois, a segunda clínica de Tung Sin Tong instalou-se no edifício.
Ler uma fachada de trabalho e memória
Uma arcada percorre o piso térreo, com uma varanda coberta por cima. A passagem abrigada faz parte de uma paisagem urbana do Porto Interior que outrora tinha edifícios semelhantes ao longo da rua. Hoje, as pessoas dirigem-se à mesma fachada para receber cuidados na clínica. A passagem do armazenamento de ópio para os cuidados de proximidade está inscrita no uso do edifício, enquanto os arcos e a varanda preservam a forma da sua vida comercial oitocentista.



