A Reserva Natural Nacional de Guniujiang atravessa a divisa entre o condado de Shitai, em Chizhou, e Qimen, em Huangshan. O relatório de 2025 da Administração Nacional de Florestas e Pradarias começa pelo inventário vivo: um levantamento de referência contou 1.555 espécies de plantas vasculares, 211 fungos grandes, 316 espécies de vertebrados e 186 espécies de borboletas. Os números descrevem um lugar que não cabe num animal famoso ou numa cachoeira. Seu caráter ecológico está nas relações entre muitas espécies numa floresta em mudança.
Da revista
Guniujiang: o trabalho por trás da floresta protegida
Inventários de espécies, patrulhas e educação ambiental mostram a conservação em andamento.
Na mesma cidade · Chizhou ↗Uma floresta entre dois condados
Uma patrulha feita a pé
O relatório acompanha Fang Hongming, vice-chefe de uma estação, que trabalhava na reserva havia 34 anos quando a reportagem foi publicada. Mapas digitais, uma plataforma integrada de monitoramento e aplicativos ajudam, mas ele ainda põe a bolsa de campo no ombro e percorre a trilha. O detalhe importa: proteger não é apenas marcar um limite no mapa. É observar repetidamente, verificar os limites da floresta e procurar sinais de perturbação ao voltar ao mesmo terreno.
De câmeras a uma parcela medida
Os levantamentos da reserva trabalham em escalas diferentes. Câmeras registram animais difíceis de ver diretamente; o relatório cita muntíacos negros, faisões-prateados e macacos, entre outros. Em 2023, a equipe iniciou uma parcela de biodiversidade de dez hectares e estudou vegetação e organismos ao longo de gradientes de altitude. Quando a reportagem foi redigida, o mapeamento da parcela e o levantamento individual das plantas estavam concluídos. O método cria um registro recorrente sem fingir que o inventário termina.
Uma regra para a próxima geração
Numa exposição de educação ecológica, um promotor que atuava como guia convidado lembrou aos estudantes que não tocassem nos espécimes. A pequena instrução liga ciência a uma ética pública: observar com atenção e deixar os espécimes intactos. A fonte informa também que a cobertura florestal passou de 89% na criação da reserva a 96,3% no balanço de 2025. É uma comparação publicada, não garantia de que a conservação terminou. Patrulhas, medições e educação continuam por trás do número.